A sua marca vende nostalgia?
Todos somos feitos de memórias. Durante nossas vidas, nos emocionamos, rimos, choramos, guardamos com carinho certas coisas e pessoas, participamos de eventos, nos sentimos motivados… isso é viver! Quando as marcas conseguem conversar com essas memórias do passado, as pessoas sentem-se “em casa”.
O termo “nostalgia” surgiu há pouco mais de 300 anos, do grego nostos (retorno ao lar) e algos (dor), para descrever uma inexplicável “condição médica” que aparecia nos pacientes.
Em um mundo instável e dinâmico, que muda todos os dias, a nostalgia é um mecanismo de proteção. Um porto seguro. Uma forma de acessar algo que já tivemos, vivemos e principalmente alguém que já fomos. E, por isso, movimenta um mercado que vende, e MUITO!
Isso explica o atual fenômeno dos anos 90 e 2000, unindo millennials e geração z: O Diabo Veste Prada 2. Sandália Melissa. Juicy Tubes. Pussycat Dolls Forever. Camp Rock 3… e a polêmica cintura baixa.
“Ah, mas a minha empresa é recente, meu produto usa uma tecnologia moderna, eu não tenho o que resgatar”. Te proponho um exercício (e vou amar levar essa discussão para os comentários 👇🏻)
Quais as DORES que você atende? Queremos ir alguns passos além de listar as funções diretas para achar o que vendemos de imaterial: segurança, proximidade, praticidade, pertencimento, agilidade, diversão… para então pensar de que forma elas eram (ou não) resolvidas em outros tempos.
Isso nos leva às emoções que sua marca pode gerar e às memórias que ela consegue acessar. Permitindo pegar essa nostalgia emprestada, seja por comparação, resgate ou associação.
Se tem um mercado que entendeu como gerar essas conexões é o de licenciamento, que faturou quase US$ 390 bilhões em 2025, com crescimento de 5,4%, sendo que aqui na América Latina foi ainda mais forte, com 7,6%.
Toy Story 5 é um exemplo legal para dar uma olhada. A continuação nos cinemas gerou parcerias variadas: Adidas, Bauducco, Burger King, Pandora, Cacau Show, Claro, Reserva… com produtos para crianças de hoje e para as que cresceram junto com o Andy (ou a Bonnie).
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Se nostalgia é literalmente “a dor que sentimos por estar longe do lar”, qual é o lar do seu cliente? Quais as memórias afetivas que fazem com que ele se sinta seguro? Como é a jornada para levá-lo pra esse lugar?
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